CENTRO INTEGRADO DE SAÚDE PROFº ROBERTO ELIAS
Quinta, 20 de Julho de 2017
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Artigo Original

30/12/2014
EMERGÊNCIA EM CIRURGIA BUCOMAXILOFACIAL
Eduarda Santiago Vaz GARCIA;Francisco Paulo Martins MORAES;Paula Brito Newlands MACHADO
Graduação Odontologia UNIGRANRIO

O cirurgião-dentista enfrenta no seu dia-a-dia o risco de eventos emergenciais,
exclusivos da área médica.
É percebido um aumento na diversidade de pacientes que procuram
tratamento odontológico, já que a população está cada vez mais consciente da
inevitabilidade da manutenção da saúde bucal como parte da saúde sistêmica geral.
Esse progresso do entendimento da sociedade gera num número maior de pessoas
com debilitações sistêmicas ou em uso de medicamentos que podem influenciar no
tratamento odontológico como também deixá-los mais predispostos a casos
emergenciais.
Informações como anamnese, avaliação física, exames clínicos e
complementares bem realizados, juntamente com atestado do médico responsável
pelo paciente em questão – autorizando o procedimento odontológico, incluindo o
tipo de anestésico que pode ser usado e possíveis medicamentos posteriores ao
procedimento - devem estar sempre bem claras para o cirurgião dentista, para evitar
complicações posteriores.
As principais síndromes emergenciais que ocorrem no consultório são:
síncope, reações alérgicas moderadas, angina pectoris, hipotensão postural,
convulsões, broncoespasmos, hipoglicemia, choque anafilático, infarto do miocárdio,
overdose de anestésico e coma diabético.
Mesmo se precavendo e tomando os devidos cuidados e atenções, as
emergências podem ocorrer e o cirurgião-dentista deve, portanto, estar preparado
para resolvê-las.
Tais emergências devem ser assumidas de forma imediata para que assegure a vida
do paciente.
Como profissional da área de saúde, o cirurgião-dentista tem por obrigação
estar capacitado e aparamentado para atuar em situações emergenciais.
De acordo com o Artigo 135 do Código Penal: “deixar de prestar socorro à vítima de
acidentes ou pessoas em perigo iminente, podendo fazê-lo, é crime”
Desta forma os profissionais têm que estar capacitados e seguros, e
aparamentados em seus consultórios, para o manejo de uma emergência, além de
terem como obrigação zelar pela vida de seu paciente em qualquer situação.
Pesquisas realizadas mostraram que o profissional da área da Odontologia, em
geral, não se encontra habilitado para a realização de um procedimento
emergencial, ficando ele assim, dependente de uma presença médica para poder
socorrer seu paciente.
Revisão da Literatura
A emergência é definida como uma situação com grande probabilidade de
desencadear risco de morte. É uma condição causada, na maioria das vezes, por
ansiedade, doenças e/ou complicações durante os atendimentos. (Pinna Neto, 2006)
Segundo Malamed, o evento emergencial é um estado imprevisível e requer
uma ação imediata para a preservação da vida e da saúde do indivíduo. Pode
acontecer com qualquer pessoa, a qualquer momento e em qualquer.
Portanto não é discutível de quem é o domínio da execução, e sim estar habil e
competente para a solução que afaste o risco iminente. (Bergen, 1968)
Em uma correta anamnese podemos coletar dados sobre o estado físico e
mental dos pacientes, tornando assim todo o procedimento mais seguro. O uso
adequado desta medida pode evitar até 90% de todas as emergências médicas
letais na prática odontológica. (Malamed, 1993)
Além disso, é importante que o cirurgião-dentista realize uma pré-avaliação da
saúde geral do paciente e do seu estado antes do atendimento odontológico, a cada
consulta. (Shampaine GS, 1999)
Para prevenir futuros danos profissionais e pecuniários, entre outros aspectos,
recomenda-se o minucioso preenchimento do prontuário odontológico, com todas as
informações devidamente revisadas pelo paciente e assinadas. (Kiffer, 2011)
É percebido um aumento na diversidade de pacientes que procuram
tratamento dentário (Jodalli P, 2012), portanto cirurgião-dentista deve atuar de forma
preventiva, através de uma adequada avaliação pré-operatória de seus pacientes,
conhecendo os riscos da utilização das drogas a serem empregadas durante o
tratamento dentário e minimizando possíveis problemas nos procedimentos
operatórios. (Shampaine GS, 1999)
Dessa forma, é importante que o cirurgião-dentista esteja muito bem preparado
para reconhecer os sinais e sintomas emergenciais numa ocorrência (Conexão
Unna, 2013) e seja capaz de agir nessas determinadas situações de emergências
médicas, principalmente quando estas ocorrerem no consultório (Newby JP, et al.
2010), pois o mesmo é o responsável pela situações de emergência possam surgir
e, por essa razão, como profissionais de saúde devem estar preparados para
colaborar com equipas de emergência. (Jodalli P, et al. 2012)
De acordo com Wakeen (1993), os cirurgiões-dentistas têm que estar
informados de suas obrigações legais e civis com os pacientes tanto nos casos das
emergências médicas, quanto ao tratamento odontológico em si. Devem também
estar treinados e capacitados em Suporte Básico de Vida (SBV), e ReanimaçãoCardiopulmonar (RCP). A equipe auxiliar também deve possuir este tipo de
treinamento para prestar suporte ao cirurgião-dentista.
Todo consultório dentário deve ter suporte de atentimento básico de
emergência. Entre os equipamentos e drogas que compõem esse kit estão: ambu
(respirador manual), estetoscópio e esfignomanômetro, cilíndro de oxigênio, cânula
de Guedel - que pode vir a substituir a traqueostomia - seringa de insulina, bisturi,
oxímetro, adrenalina, anti-histmínicos, captopril 12,5 mg, hidroclorotiazida 25 mg,
dramin B6, soro fisiológico, lactato de Ringer, dextrose 20%, succinato de sódio de
predvisolona, anti-hemorrágicos, ácido aminocapróico, diazepam, salbutamol,
furosemide injetável, solute de bicarbonato de sódio, AAS infantil, isordil e sachê de
leite condensado ou glicose 50% - para casos de glicemia. (Conexão Unna, 2013)/
(Decreto-Lei no 23372001 de 25 de Agosto de 2001 – Artigo 26)
Situações de emergência, podem ter complicações sérias para a saúde dos
pacientes. Esta responsibilização do socorro ao paciente deriva não só de um dever
da profissão da área de saúde, como também uma obrigação imposta por lei,
segundo o Direito Civil: em que se constitui que o médico dentista que causa
prejuízo ao doente, através de ação ou omissão voluntária, negligência ou
imprudência, ainda que exclusivamente moral, comete um ilícito, havendo a
obrigação legal de reparar o dano ou de indenizar a vítima (ou seus familiares),
quando esse prejuízo resulta de uma conduta faltosa.
Isto porque quando um cirurgião-dentista aceita tratar um indivíduo, ele assume a
obrigação de utilizar todos os meios ao seu alcance, em conformidade com os dados
da ciência médica, para tratar o doente. (Pereira, 2004)
Por este motivo, os cirurgiões-dentistas devem procurar uma capacitação
profissional e estar paramentado adequadamente para que os problemas de ordem
ética e legal sejam minimizados e não coloque a vida do paciente em risco. (Santos,2005).
Discussão
Uma grande porcentagem das emergências médicas que ocorrem em
ambiente odontológico pode ser evitada, porém, quando ocorrem, alguns
conhecimentos simples em atendimento emergencial podem diminuir o sofrimento e
evitar complicações futuras para paciente e profissional, além de salvar vidas.
É importante lembrar que, em situações de emergência, deve se manter a
calma e prudência.
É de responsabilidade do cirurgião-dentista a prestação de socorro a vítima,
devendo sempre estar preparado e paramentado para tais ocorrências, porém não
se exclui a importância de um médico, pois um atendimento de emergência mal
executado pode comprometer ainda mais a saúde da vítima.
Um importante princípio para lidar com uma emergência é preveni-la.
E para isto é necessário que toda a equipe (cirurgião-dentista, auxiliar,
recepcionista) tenha um treinamento em suporte básico de vida (SBV) e esteja
preparada para realizar manobras de emergência quanto a essas ocorrências que
podem surgir, para garantir a integridade do paciente, até que eles possam receber
atendimento especializado.
O suporte básico de vida (SBV) constitui como uma sequência de etapas do
socorro a vitima em situação eminente de risco a vida, geralmente seu atendimento
é realizado fora do ambiente hospitalar sem a realização de manobras invasivas, já
o suporte avançado de vida (SAV) em principio é parecido, porém realizam-se
procedimentos invasivos de suporte ventilatório e circulatório (FERREIRA; GARCIA,
2001). A realização de manobras executadas tanto no SBV como as de SAV requer
uma equipe bem treinada, pois na parada cardiorrespiratória exige ações rápidas e
eficazes, assim sendo melhor executadas em equipe do que individualmente. (LIMA
et al., 2009)
Além do profissional ser cuidadoso em seu atendimento, ele também deve
estar atento aos sinais (suor frio, ansiedade, extremidades geladas, medo, entre outras) que o paciente demonstra durante um procedimento. Dessa maneira poderá
evitar qualquer tipo de intercorrência clínica.
O profissonal deve estar atento aos fatores predisponentes que podem
influenciar em uma emergência: estresse físico, emocional e fisiológico, faixa etária,
medicamentos em uso do paciente, tipo de anestesia usada no paciente,
medicamentos indicados para uso pós tratamento odontológico, problemas
sistêmicos.
Desta forma, uma boa anamnese e história clínica são fundamentais, pois
fornecem informações importantes sobre a a saúde do paciente, tornando o
procedimento mais seguro. Esta prevenção passa ainda pelo conhecimento dos
riscos da utilização dos diversos tipo de drogas a administrar durante o tratamento
dentário, bem como minimizando o “stress” emocional relacionado aos
procedimentos dentários. (Caputo I, et al. 2010) No final, é recomendável também
que seja feita uma avaliação do grau de risco do paciente, de forma que o cirurgiãodentista
conheça o perfil médico do paciente, caso ocorra alguma emergência. (Filho
RG, et al. 2005).
Dentro do consultório odontológico, as emergências que têm maior incidência
são:
• Hipertensão arterial: é definida como a elevação da PA acima do nível
padrão (120/80 mmHg) e muitas vezes é assintomática. O cirurgiãodentista
deve sempre aferir a pressão do paciente a cada consulta para
evitar riscos.
É imprescindível um atestado do médico liberando o paciente para as
práticas odontológicas.
Tratamento: suspender o atendimento. Se houver uma crise hipertensiva
administrar Midazolan via oral 15mg e aguardar o efeito máximo da
medicação, manter o paciente monitorado. Manter o paciente em repouso. Solicitar socorro médico emergencial.
• Angina de Peito: é uma dor torácica transitória, devido a uma isquemia do miocárdio. Desencadeada por estresse, outras dores e esforço físico.
Normalmente o paciente demonstra sintomas de dores intensas, de curta duração na região retrosternal. É imprescindível um atestado do
médico liberando o paciente para as práticas odontológicas.
Tratamento: aplicação de Nitroglirecina (Isordil 5mg) sublingual.
Administrar oxigênio. Solicitar socorro médico emergencial.
• Infarto Agudo do Miocárdio: é uma lesão isquêmica do músculo cardíaco que ocorre em consequência de uma redução do fluxo sanguíneo das artérias coronárias, causada por uma ruptura da placa aterosclerótica. É
verificado como sinal e sintoma clínico do paciente a sua palidez, suor, queda da PA, dor torácica intensa e prolongada.
Tratamento: Administrar AAs 200mg. Solicitar socorro médico emergencial.
Parada Cardíaca: é definida como uma súbita cessação da contratura
do miocárdio. Este evento pode ocorrer inesperadamente, pois não apresenta sinais e sintomas notórios.
Tratamento: tentar reanimar o paciente. Solicitar socorro médico emergencial.
• Anafilaxia: é uma reação alérgica generalizada. Podemos verificar urticária, tamponamento das vias aéreas, hipersecreção glandular, entre outros. O cirurgião-dentista precisa verificar história pregressa de alergia do paciente.
Tratamento: promover oxigenação ao paciente, fazer uso de broncodilatadores adrenérgicos nebulizados, bloqueador antihistamínico.
Solicitar socorro médico emergencial.
• Choque anafilático: é uma reação alérgica severa, pois há uma deficiência de perfusão tecidual. No geral, tem os mesmos sinais e
sintomas da anafilaxia, mas com maior violência e rapidez. Há uma
vasodilatação generalizada das arteríolas e aumento da permeabilidade
celular. Deslocamento de líquidos do espaço intra para o extra vascular,
causando choque hipovolêmico com edema na pele e em várias vísceras. Diminuição do débito cardíaco, diminuição da perfusão das artérias coronárias, hipóxia do miocárdio, arritmias e choque cardiogênico secundário ao choque hipovolêmico, progredindo há deterioração dos rins e Sistema Nervoso Central (SNC).
Tratamento: fazer reanimação cardiopulmonar no paciente, abrir e
manter abertas as vias aéreas. Promover oxigenioterapia, fazer uso de broncodilatadores adrenérgicos nebulizados, bloqueador antihistamínico. Solicitar o socorro médico emergencial.
Lipotimia: é uma reação psicomotora causado por hipoxia cerebral com
queda na pressão sanguínea e uma repentina e transitória perda de consciência. Podemos observar como sinais e sintomas clínicos no paciente rubor na face, palidez facial, suor, queda da PA, hipernéia, perda da visão e da consciência, nausea, fraqueza.
Tratamento: colocar o paciente em posição supina, com os pés mais
elevados que a cabeça, instituir oxigênio, controlar sinais vitais. Solicitar
socorro médico emergencial.
• Hipotensão Postural Ortostática: também é causa comum de alteração
transitória de consciência. É conceituada como sendo uma redução
maior que 20mmHg da PA sistólica quando o indivíduo se põe em posição vertical, diminuindo a PA e o fluxo cerebral. O paciente pode relatar vertigem, visão turva, dor ou desconforto na região occipital ou nuca.
Tratamento: colocar o paciente em posição supina, monitorar sinais vitais, restabelecendo a PA, retornar lentamente à posição sentada, dispensar o paciente somente quando os sinais vitais estiverem normais e estáveis.
• Asfixia: É um estado de oxigenação insuficiente onde há um acúmulo de
dióxido de carbono no sangue e nos tecidos, geralmente causado pela aspiração de objetos e ou líquidos e reações alérgicas. Podemos observar movimentos respiratórios alterados, alteração no nível de consciência e parada cardíaca. Ansiedade e agitação psicomotora, dispnéia, sibilos e estridor, pele pálida, cianose das mucosas, nos lábios e unhas.
Tratamento: desobstruir as vias respiratórias. Oxigênioterapia. Solictar socorro médico emergencial.
Doença Vascular Cerebral: doença que se instala subitamente devido à oclusão ou ruptura de um vaso sanguíneo cerebral. Há um comprometimento súbito da circulação sanguínea para o cérebro.
Podemos observar no paciente uma alteração do estado de consciência associada a um déficit neurológico. Dor incomum e severa na face e
pescoço. Cefaléia intensa ou atipicamente forte, repentina. Afasia
(discurso incoerente). Debilidade ou paralisia facial, paralisia de
membros, do mesmo lado. Falta de coordenação, fraqueza, perda de
sensibilidade, principalmente nas mãos (formigamento). Ataxia. Perda
parcial do campo visual. Crise convulsiva parcial. Sonolência
Tratamento: Solicitar socorro médico emergencial.
• Convulsões: são alterações transitórias da função cerebral, caracterizada clinicamente por um início abrupto de sintomas motores, sensitivos e psíquicos, podendo ser causada por uma hipocalcemia,
hipoglicemia, uso de drogas lícitas ou ilícitas (anestésicos locais, penicilina, agentes hipoglicemiantes, fenotiazinas, entre outras).
Observa-se perda de consciência, aumento da pulsação e da PA, desvio ocular superior com midríase e apnéia, contração músculo esquelética
generalizada com flexão e extensão tônicas das extremidades, dispnéia, cianose e ventilação inadequada.
Tratamento: Interromper o tratamento, aspirar saliva e/ou sangue, Posicionar o paciente em um local onde não se machuque durante o
ataque. Manter as vias aéreas desobstruídas para assegurar a respiração adequada. Ventilação com oxigênio quando necessário.
Solictar socorro médico emergencial.
• Hemorragia: é um sangramento que não cessa por meios próprios do organismo. É necessário verificar antecedentes de sangramentos do paciente, verificar uso de medicamentos que interferem na coagulação sanguínea. Estabelecer contato com o médico quando da necessidade de suspensão temporária de medicação.
Tratamento: Se o paciente for anticoagulado, como, por exemplo,
cardiopatas, levar imediatamente ao hospital para infusão de vitamina K
e plasma. Caso não seja, fazer tamponamento e compressão com gasse
até cessar o sangramento.
• Hipoglicemia: é uma queda no nível de glicose no sangue. Pode
acontecer tanto em pacientes diabéticos quanto não diabéticos. Em
pacientes diabéticos uma crise hipoglicêmica pode se complicar levando
o paciente ao coma, chegando ao óbito. Observamos no paciente
sudorese fria, fraqueza com um cansaço muito grande, ansiedade e
tontura. tremores finos ou grosseiros de extremidades, visão dupla,
confusão que pode caminhar para a perda total de consciência.
Em pacientes diabéticos – O paciente não deve esquecer de fazer uso
correto de sua medicação, não ficar sem se alimentar por períodos
prolongados, não realizar exercícios físicos de alta intensidade sem
acompanhamento, evitar ingestão de bebidas alcoólicas. Em pacientes
não diabéticos, manter uma alimentação regular.
Tratamento: oferecer um alimento. Aplicar glicose 5% 30ml endovenosa (EV). Pessoa com diabetes (principalmente insulino dependentes) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações.
• Diabetes Mellitus: é uma doença causada pela deficiência de produção e/ou da ação da insulina. No consultório, o paciente diabético poderá
apresentar uma crise de hipoglicemia, ou ter uma elevação na taxa de insulina (hiperglicemia). O paciente deverá estar alimentado, não deve espaçar por mais de três horas entre as suas refeições. Deverá estar medicado. Evitar estresse e sessões longas. Preferencialmente atendimento no período matutino.
Tratamento: oferecer um alimento. Sugere-se que a pessoa com diabetes (principalmente aquela que usa insulina) tenha sempre consigo uma ampola de glucagon para essas situações.
Conclusão
O cirurgião-dentista deve ter a consciência de que está lidando com vidas humanas, e, com isso, deve implementar seus conhecimentos com cursos de
capacitação adequada na área emergencial, para que possa estar preparado e equipado em seu ambiente de trabalho aos riscos inerentes à profissão.
É importante também sempre promover o mais detalhado possível prontuário odontológico, com todas as informações devidamente revisadas pelo paciente, para que se tenha segurança no tratamento.
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