Quinta, 12 de Dezembro de 2019   
Artigo Original

8/12/2003
SÍNDROME DO PÂNICO
ELIAS, R.; OLIVEIRA, R. M.; CABRAL, B. G.; FERREIRA, C. E.;

AUTORES
ELIAS, R.*** - Prof. UNIGRANRIO
FERREIRA, C. E.** - Prof. UNIGRANRIO
CABRAL, B. G. * - Cirurgião-dentista
OLIVEIRA, R. M. * - Cirurgião-dentista
INTRODUÇÃO

Neste trabalho que agora se inicia, trataremos à respeito da Síndrome do Pânico ou Transtorno do Pânico, que a cada ano aumenta sua incidência em todo o mundo devido ao aumento do stress da vida moderna.

HISTÓRICO

Cada vez mais a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem se mostrado preocupada com as enfermidades psíquicas ou chamadas “aflições da alma”.
Tudo começou na década de 70, quando o que hoje chamamos de Síndrome do Pânico era diagnosticado como crise de “piti”, frescura, psicossomática ou histeria. Segundo dados estatísticos, 2001, esta síndrome j´pa atinge 5% da população mundial. Estudos e pesquisas recentes à associam com o alto nível de stress provocado pelas exigências do tipo de vida atual, a modificações socioculturais e uma maior possibilidade diagnóstica nos tempos modernos. Este quadro clínico teve sua incidência aumentada dramaticamente nos últimos 10 anos, resultando em situações conflitantes e ansiosas, tanto na vida pessoal, quanto na familiar e na profissional dos indivíduos.
É um distúrbio que se distingue dos outros tipos de ansiedade pela sua principal característica que consiste em crise súbita sem fatores desencadeantes aparentes, ou seja, episódios de ansiedade não relacionados a uma situação ou uma causa em particular.

A crise de pânico tem sua duração em média de 20 a 30 minutos, podendo variar de minutos a horas, atingindo seu pico em aproximadamente 10 minutos. Em relação a freqüência, é variada, embora, em geral debilitantes, sendo usualmente seguidas de fadiga, conseqüência do desgaste gerado pela mesma. A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue, incluindo órgãos sexuais.

As Raízes do Pânico

As crises geralmente atingem adultas jovens e afetam mais mulheres do que homens. Qual a sua causa ? Não existe uma resposta definitiva, alguns dizem que as vítimas têm predisposição biológica por causa de uma anomalia no sistema límbico do cérebro, muitos acham que a síndrome seja hereditária, ao passo que outros afirmam que a química do cérebro é alterada por fatores que causam o stress. Em alguns casos a síndrome é detonada por recordações de experiências traumáticas, como guerra, estupro ou abusos sofridos na infância.

Como Ocorre ?

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios. Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais do nosso organismo. Um desequilíbrio na produção desses neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico.


O Que è Síndrome do Pânico ?

Síndrome do Pânico, Transtorno do Pânico ou Distúrbio do Pânico é considerado uma alteração da saúde, ou seja, um transtorno de ansiedade com características peculiares. Em geral, aparece o início da idade adulta, isto é, em torno dos 20 anos, aproximadamente, atingindo em média, duas mulheres para cada homem.
Tais crises, muito semelhantes em todas as pessoas, são vistas como constituídas por um conjunto de manifestações físicas e psíquicas. São crises de ansiedade agudas que começam inesperadamente. O indivíduo vive uma variedade de experiências intensas, desprazeirosas e estranhas para ele, sem que consiga identificar, a princípio o que as desencadeou. Diante de tal quadro, a síndrome torna-se dramaticamente incapacitante. Geralmente acometem a profissionais de reconhecido sucesso, em sua grande maioria, que se percebem com um sentimento de impotência, cujos motivos começam a ser percebidos no meio social a partir dos seus consecutivos fracassos. Os sinais e sintomas de uma crise de pânico são semelhantes aos que ocorrem durante um esforço físico intenso ou numa situação de risco de vida.

Tem Cura ?

As crises podem ser controladas.Muitos que ficam confinados em casa com medo das crises foram ajudados pela terapia da exposição. Nesse tratamento, o paciente é exposto à situação que ele teme e é ajudado a permanecer ali até que o pânico diminua.
Alguns obtêm alívio tomando tranqüilizantes e antidepressivos, sob prescrição médica, no entanto a medicação sozinha não resolve o problema, ela deve ser usada como coadjuvante enquanto se procura a resposta.

Sinais e Sintomas
Os principais são:
· Dor no peito
· Palpitações
· Desmaio
· Falta de ar ou sufocamento
· Ondas de frio ou calor
· Formigamento das mãos e pés
· Tonteira, vertigem, instabilidade
· Medo perder o controle
· Medo da rua, ônibus, bancos, supermercados
· Sensação de morte ou loucura eminente
· Sensação de que algo horrível está preste a acontecer, e de que não pode fazer nada para evitar
· Náuseas ou dor abdominal

Os ataques de pânico são seguidos das seguintes características:

1. Excessiva preocupação acerca de ter ataques adicionais;
2. Preocupação acerca das implicações do ataque ou suas conseqüências

Agorafobia, o medo de ter medo

Muitos que sofrem da síndrome do pânico desenvolvem a agorafobia. Embora tenha sido definida como medo de lugares públicos, agorafobia é, mais exatamente, o medo de ter medo. Os que sofrem desse mal temem tanto o pânico que evitam todos os lugares em que já tiveram uma crise.

Diferença entre Ansiedade, Ansiedade Generalizada e Pânico

A ansiedade leve ou moderada, é considerada uma emoção normal, em geral, presente em qualquer situação que envolva experiências novas. Pode-se dizer que a ansiedade movimente a vida quando dosada na medida certa. Se for excessiva pode vir a causar danos e nesse caso a ansiedade é considerada uma doença.
A ansiedade generalizada caracteriza um quadro sintomatológico catalogado nos manuais de psiquiatria como sendo distúrbios generalizados de ansiedade. Trata-se de uma síndrome cujos sintomas são semelhantes aos da síndrome do pânico, porém menos intensos e de maior duração, podendo persistir por dias, semanas ou meses. O pânico ou ansiedade aguda, ataque ou crise de pânico, é o tipo de ansiedade que caracteriza o quadro de síndrome do pânico. Segundo a literatura específica, esse tipo agudo de ansiedade é situado entre as mais dolorosas experiências da vida.

Conclusão

Esta revisão visa abranger os aspectos relacionados à síndrome do pânico, em que se admite que esta síndrome apresenta um grande impacto na vida cotidiana das pessoas como qualquer outra doença considerada grave.

Fontes de Consultas

< www.jornalsaindodoescuro.com.>
< www.ism.com.br>
< www.brasil.terravista.pt/areiasbrancas/2003/carmel.htm>

 

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